MICHAEL JACKSON EM EVERLAND!
Crianças amadas sem pré-condições e aceitas pelo que SÃO e não somente pelo que FAZEM serão, com raras exceções, adultos mais seguros e com auto-estima apropriada, mesmo que a vida lhes queira submeter depois! Eles quase sempre possuem recursos emocionais forjados na primeira infância para fazer frente às intempéries de existir.
Crianças que cresceram sem afeição, sem maternagem adequada, sem aprovação de seus provedores - senão aquela que advém de desempenhos e prodigalidades, transferências e projeções - serão, por sua vez, adultos inseguros, em luta constante com sua própria imagem e identidade, precisando provar-quem-são, a semelhança do que também acontece com as crianças "mimadas".
Sim, superproteção e abandono podem gerar o mesmo efeito de imaturidade persistente: não deixam que as pessoas cresçam!
Isso é um dogma?
Lógico que não. A alma humana é in-dogma-tizável!
Isso é a vida, meus amigos. É assim desde que foram suspensos os encontros de fim de tarde com o Criador (1)! E para contrariar essa “fórmula” vai ter que procurar muito, e no máximo, encontrará gente que só tem segurança interior porque a treinou durante toda a vida, sem se render aos medos e às "mentiras" que o superego impõe todo tempo!
É verdade! Toda hora a gente vai à luta para tentar crer e fazer diferente do que mandam as vozes paternas incrustadas no cerne do ser, vozes ferozes de críticas atrozes que se amplificam muito para além do que papai e mamãe, de fato, gritaram!
***
No que me diz respeito, a melhor notícia que eu pude receber acerca de Deus, o Pai, é que Ele se parece com Jesus, o Filho! Ambos são um. E hoje, por meio do maior e mais silencioso milagre que se pode experimentar, eu sou a resposta da oração de Cristo narrada por João: O Pai está no Filho e o Filho está em mim (2) e em mim fizeram morada (3)!
E isso porque Deus reconciliou-se comigo (4), apesar de mim (5), e me ama com o mesmo amor que ama o Filho (6) que Ele enviou para morrer a minha morte, e permitir que eu viva a sua Vida durante a minha vida (7) nesse mundo do “cão” (8)!
Mas o poder para viver nesse planeta como filho de Deus experimentam os que crêem em Seu Nome! (João 1.12). Esse é o poder para crescer “con-forme a Imagem de Seu Filho Jesus”, tendo o coração cada vez mais autenticado pelo Amor, à medida que não se endurece ao ouvir sua Voz todo dia!
Contudo, o mundo dos homens vive sem saber que “Deus os amou de tal maneira”! E assim, vivem para conquistar amores condicionados à performances e carismas pessoais. Como nunca é suficiente (essa é a informação interiorizada), sempre é preciso mais e mais e mais, até a loucura e o frenesi fincarem-se na rotina de existir procurando agradar um "pai" invariavelmente severo e irremediavelmente insatisfeito! - semelhante ao "deus" que a religião inventou, aliás!
***
Michael Jackson saiu de cena.
A TV repete que sua morte nos pegou "de surpresa". Mas nada era tão sutilmente óbvio nesse conto de fadas do pop como o fato de que nós nunca o veríamos 'velho'.
Peter Pan nunca será vovô! Ele se apavorava com a idéia de crescer!
Como agora me parece lógico que Michael Jackson não envelheceria! Ele nem se suportaria senil... Trataria de destruir o que sobrou do rosto, antes de ver-se enrugado!
Deus o livrou de si mesmo! Seria menino sempre... Sempre enfeitado, maquiado, recolorido, repaginado, refém da fantasia!
Morreu antes de ser velho porque seu coração infantilizado não suportou os efeitos da dor sedada!
Dói demais querer viver sem sentir dor!
Vítima do medo de não conseguir "chamar atenção", só ele não enxergava o quanto inspirava e chocava todo mundo em nossa cultura, que elege como "rei", "astro", "ídolo" e "ícone" gente da indústria do entretenimento, que gira mais dinheiro do que todos os outros pólos de produção humana juntos!
Que interessante! Esse planeta é uma grande brincadeira! Parece mesmo Neverland - A Terra do Nunca, que o menino bizarro construiu para brincar, solitário.
***
Michael...
Já está bom. Acabou o show! A gente já se divertiu bastante e dançou na lua contigo (9)!
Pena que você não conheceu nosso verdadeiro Pai ainda nessa vida. Era Ele quem se expressava quando você cantava sendo um menininho ainda negro: "You and I must make a pact. We must bring salvation back. Where there is love, I´ll be there!"
Mas Ele, meu Pai, conhece você! E sabe do que você é feito, apesar das máscaras todas com as quais se vestiu!
Agora... Just call his Name, He'll be there...
Vai, menino doente. Vai conhecer o Pai que você nunca teve!
Vai, moço rico e carente... Não há mais dor no colo do Amor! E Ele não vai te jogar fora por uma janela do céu, nem mesmo de brincadeira!
Quiçá a gente vai se encontrar em eternos cenários sem encenações, onde a Verdade reina de cara exposta!
A gente logo vai se ver em "Everland - A Terra do Sempre!", a Casa de meu Pai, que tem muitas moradas... E lugar para você também!
Afinal, ninguém será condenado à "terra do eterno-nunca" só porque foi o mais famoso dos moribundos dessa geração tão esquisita quanto seu ídolo!
_______________
(1) Gênesis 3
(2) João 17
(3) João 14
(4) II Carta aos Coríntios, capítulo 5. 18-21 (mas é bem melhor ler desde o começo do capítulo)
(5) Romanos 5.8 (mas é bem melhor ler Romanos 5 todo!)
(6) João 17.26 (mas é melhor ler a oração inteira!)
(7) I Carta de Pedro 2.24; Romanos 6.4-5; Colossenses 2.12; II Coríntios 5.14 e mais um monte...
(8) I João 5.19; II Timóteo 3.1; João 14.30
(9) Quando eu era menino, aprendi os passos chamados "Moon Walk", que Michael Jackson ensinou toda a minha geração a dançar
Marcelo Quintela
Santos/SP
sexta-feira, 24 de julho de 2009
AI QUE SAUDAE QUE DÁ
AI QUE SAUDAE QUE DÁ
Às vezes, me bate uma tristeza muito grande ao lembrar-me que já se foram 50 anos de vida. Quem faz essa idade percebe em alguns momentos, que daqui prá frente em se tratando da perspectiva de vida do brasileiro, já se está caminhando pro fim.
Muito tempo já se passou, muitas coisas aconteceram; coisas boas, mas também coisas ruins. Quantas e quantas pessoas passaram pela minha vida, pessoas das quais nem me lembro mais, mas também existem pessoas as quais me lembro muito bem; existem pessoas que marcam a nossa vida, e não tem como esquecê-las.
Dá uma vontade imensa de ser criança de novo, e assim poder fazer tudo diferente, brincar muito, mas muito mesmo. Brincar de tudo sem se importar de às vezes até “pagar mico”. Mas também não perder tempo nos estudos, estudar muito, mas muito mesmo. Estudar sem perda de tempo “tem tempo prá tudo... tempo de brincar... tempo de estudar...”.
Quem chega nessa idade, não pode ficar pensando muito no que passou, é melhor começar a pensar no que fazer daqui prá frente, não existe muito tempo a perder. Provavelmente, já se perdeu muito tempo com “ética” imposta quem sabe pelos mais velhos, ou mesmo pelos mais experientes, ou superiores. Talvez pela religiosidade ou pelos costumes da família.
Aqueles que se encontram nesta idade, fazem parte de um universo de pessoas que tinham um enorme sentimento de obediência “aos mais velhos”, levava-se muito em consideração o que estes falavam, e conseqüentemente por conta dessa obediência e consideração exacerbada, abriram mão de muita coisa na vida.
Conheço muitos, homens e mulheres, que deixaram de viver momentos especiais em suas vidas, por dar ouvidos aos outros, e não optarem por ouvir a voz de suas consciências e os desejos sinceros de seus corações.
Mas por outro lado, quem se encontra nesta idade tem o privilégio de ter vivido e passado por pelo menos duas gerações diferenciadas, com suas peculiaridades e que marcaram o seu tempo; positivamente e também negativamente.
Vivemos momentos marcantes nos anos 60 e principalmente nos anos 70 quando os jovens não aceitavam e nem engoliam qualquer coisa, vindo de quem quer que seja. Foram tempos vistos por todos os arrumadinhos e certinhos, como tempo de rebeldia, mas na verdade o que acontecia e que acontece até hoje, é que sempre que aparece alguém que busca uma resposta mais convincente, confronta e afronta este não será bem vindo, e com toda certeza será rotulado e execrado. Isto em toda e qualquer esfera da sociedade.
Muitos jovens desta época foram mandados prá fora de seu próprio país, por ser considerado “persona não grata”, por ter idéias diferentes á respeito da política e da religião, seguimentos que sempre foram e serão predominantes. Jovens que mesmo assim não se calaram e não se acomodaram, e podemos ouvir seus clamores e gritos surtindo efeito até hoje, muitos anos depois.
Quem se encontra com esta idade, tem o privilégio de estar vivenciando e até curtindo muito com a geração de hoje. É tudo muito diferente. Não existe a preocupação com o senso de ridículo. As músicas e danças, quanto mais “escandalosas” melhor e mais sucesso fará. A literatura é livre prá se dizer o que quiser; tudo é permitido pela liberdade literária. Nestes dias, não existe a preocupação com o futuro; o que importa é viver bem o presente.
É bom, mas ao mesmo tempo é muito preocupante.
Tenho muitas outras coisas prá dizer a respeito, mas as direi em outra oportunidade.
Às vezes, me bate uma tristeza muito grande ao lembrar-me que já se foram 50 anos de vida. Quem faz essa idade percebe em alguns momentos, que daqui prá frente em se tratando da perspectiva de vida do brasileiro, já se está caminhando pro fim.
Muito tempo já se passou, muitas coisas aconteceram; coisas boas, mas também coisas ruins. Quantas e quantas pessoas passaram pela minha vida, pessoas das quais nem me lembro mais, mas também existem pessoas as quais me lembro muito bem; existem pessoas que marcam a nossa vida, e não tem como esquecê-las.
Dá uma vontade imensa de ser criança de novo, e assim poder fazer tudo diferente, brincar muito, mas muito mesmo. Brincar de tudo sem se importar de às vezes até “pagar mico”. Mas também não perder tempo nos estudos, estudar muito, mas muito mesmo. Estudar sem perda de tempo “tem tempo prá tudo... tempo de brincar... tempo de estudar...”.
Quem chega nessa idade, não pode ficar pensando muito no que passou, é melhor começar a pensar no que fazer daqui prá frente, não existe muito tempo a perder. Provavelmente, já se perdeu muito tempo com “ética” imposta quem sabe pelos mais velhos, ou mesmo pelos mais experientes, ou superiores. Talvez pela religiosidade ou pelos costumes da família.
Aqueles que se encontram nesta idade, fazem parte de um universo de pessoas que tinham um enorme sentimento de obediência “aos mais velhos”, levava-se muito em consideração o que estes falavam, e conseqüentemente por conta dessa obediência e consideração exacerbada, abriram mão de muita coisa na vida.
Conheço muitos, homens e mulheres, que deixaram de viver momentos especiais em suas vidas, por dar ouvidos aos outros, e não optarem por ouvir a voz de suas consciências e os desejos sinceros de seus corações.
Mas por outro lado, quem se encontra nesta idade tem o privilégio de ter vivido e passado por pelo menos duas gerações diferenciadas, com suas peculiaridades e que marcaram o seu tempo; positivamente e também negativamente.
Vivemos momentos marcantes nos anos 60 e principalmente nos anos 70 quando os jovens não aceitavam e nem engoliam qualquer coisa, vindo de quem quer que seja. Foram tempos vistos por todos os arrumadinhos e certinhos, como tempo de rebeldia, mas na verdade o que acontecia e que acontece até hoje, é que sempre que aparece alguém que busca uma resposta mais convincente, confronta e afronta este não será bem vindo, e com toda certeza será rotulado e execrado. Isto em toda e qualquer esfera da sociedade.
Muitos jovens desta época foram mandados prá fora de seu próprio país, por ser considerado “persona não grata”, por ter idéias diferentes á respeito da política e da religião, seguimentos que sempre foram e serão predominantes. Jovens que mesmo assim não se calaram e não se acomodaram, e podemos ouvir seus clamores e gritos surtindo efeito até hoje, muitos anos depois.
Quem se encontra com esta idade, tem o privilégio de estar vivenciando e até curtindo muito com a geração de hoje. É tudo muito diferente. Não existe a preocupação com o senso de ridículo. As músicas e danças, quanto mais “escandalosas” melhor e mais sucesso fará. A literatura é livre prá se dizer o que quiser; tudo é permitido pela liberdade literária. Nestes dias, não existe a preocupação com o futuro; o que importa é viver bem o presente.
É bom, mas ao mesmo tempo é muito preocupante.
Tenho muitas outras coisas prá dizer a respeito, mas as direi em outra oportunidade.
Cansaaaado!
Cansaaaado!
À exemplo de muitos outros, eu também estou cansado, muito cansado.
Estou cansado de ver e ouvir pastores e líderes de “igrejas” se utilizando de textos bíblicos isolados para manipular as pessoas mais fracas, e desprovidas de conhecimentos mínimos, para chegar a fins inescrupulosos.
Estou cansado de ver e ouvir papagaiadas em púlpitos de “igrejas” sendo autodenominada como unção de Deus para enganar e induzir os fracos e pequeninos a adoração e idolatria de semideuses e super- crentes.
Estou cansado de ver e ouvir membros de “igrejas” falando, fazendo e sendo iguaiszinhos os seus pastores e líderes, como se não tivessem uma identidade própria.
Estou cansado de ver e ouvir pastores e líderes de “igrejas” perdendo um tempo enorme no púlpito, metendo o pau em outras igrejas e outros pastores que não fazem parte de seus currais.
Estou cansado de ver e ouvir cantores “gospel”, que descobriram o grande filão que é gravar CDs evangélicos, por que sabem que se disser que é ungido e de Deus, vendem igual água de côco na praia, em dia de sol de 40°.
Estou cansado de ver e ouvir “pregadores” e “missionários”, que se oferecem e se vendem às igrejas, dizendo serem porta-vozes de Deus prá estes dias.
Estou cansado de ver e ouvir pastores, líderes e membros de igrejas e grupos, se dizendo profetas e trazendo recados, os mais absurdos, e às vezes mais óbvios possíveis, para se mostrarem mais “espirituais” que outros, ou mesmo para atraírem mais e mais pessoas.
Estou cansado de ver e ouvir estes mesmos, entrando em tranzes espirituais, ficando loucos e levando outros à loucura sem nenhum senso de ridículo.
Estou cansado de ver e ouvir líderes aproveitadores, fazendo chamadas e propagandas caríssimas, nos mais diversos seguimentos da mídia, para arrecadarem valores monetários exorbitantes, que mais tarde rechearão suas contas bancárias.
Eu estou cansado, muito cansado.
Mas, mesmo diante de todo cansaço, tenho muito esperança e fé.
Tenho visto e ouvido, que Deus tem levantado alguns, poucos, para fazerem diferença em meio a estes, que sem pena e sem piedade, sugam e comem a gordura das ovelhas do aprisco.
Tenho visto e ouvido, que estes poucos, não se vendem, não se entregam e não abrem mão dos princípios que são inegociáveis em prol do reino de Deus.
Tenho visto e ouvido, já há muito tempo, que “aquele que mais tem, mais lhe será cobrado”.
E que também, “nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor”, será encontrado por Deus e com Ele no ultimo dia.
À exemplo de muitos outros, eu também estou cansado, muito cansado.
Estou cansado de ver e ouvir pastores e líderes de “igrejas” se utilizando de textos bíblicos isolados para manipular as pessoas mais fracas, e desprovidas de conhecimentos mínimos, para chegar a fins inescrupulosos.
Estou cansado de ver e ouvir papagaiadas em púlpitos de “igrejas” sendo autodenominada como unção de Deus para enganar e induzir os fracos e pequeninos a adoração e idolatria de semideuses e super- crentes.
Estou cansado de ver e ouvir membros de “igrejas” falando, fazendo e sendo iguaiszinhos os seus pastores e líderes, como se não tivessem uma identidade própria.
Estou cansado de ver e ouvir pastores e líderes de “igrejas” perdendo um tempo enorme no púlpito, metendo o pau em outras igrejas e outros pastores que não fazem parte de seus currais.
Estou cansado de ver e ouvir cantores “gospel”, que descobriram o grande filão que é gravar CDs evangélicos, por que sabem que se disser que é ungido e de Deus, vendem igual água de côco na praia, em dia de sol de 40°.
Estou cansado de ver e ouvir “pregadores” e “missionários”, que se oferecem e se vendem às igrejas, dizendo serem porta-vozes de Deus prá estes dias.
Estou cansado de ver e ouvir pastores, líderes e membros de igrejas e grupos, se dizendo profetas e trazendo recados, os mais absurdos, e às vezes mais óbvios possíveis, para se mostrarem mais “espirituais” que outros, ou mesmo para atraírem mais e mais pessoas.
Estou cansado de ver e ouvir estes mesmos, entrando em tranzes espirituais, ficando loucos e levando outros à loucura sem nenhum senso de ridículo.
Estou cansado de ver e ouvir líderes aproveitadores, fazendo chamadas e propagandas caríssimas, nos mais diversos seguimentos da mídia, para arrecadarem valores monetários exorbitantes, que mais tarde rechearão suas contas bancárias.
Eu estou cansado, muito cansado.
Mas, mesmo diante de todo cansaço, tenho muito esperança e fé.
Tenho visto e ouvido, que Deus tem levantado alguns, poucos, para fazerem diferença em meio a estes, que sem pena e sem piedade, sugam e comem a gordura das ovelhas do aprisco.
Tenho visto e ouvido, que estes poucos, não se vendem, não se entregam e não abrem mão dos princípios que são inegociáveis em prol do reino de Deus.
Tenho visto e ouvido, já há muito tempo, que “aquele que mais tem, mais lhe será cobrado”.
E que também, “nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor”, será encontrado por Deus e com Ele no ultimo dia.
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